Ac. David leu “Shosha”, de Isaac Singer

SHOSHA, romance, Isaac Baschevis Singer, EDITORA Francis.

DAVID GONÇALVES

 

“Shosha”, o romance preferido por Isac Bashevis Singer, é uma contundente e lírica história de amor passada na Varsóvia judaica no princípio dos anos 1930., com suas proibições e superstições, entremeada com uma vida moderna, com avenidas novas, bem iluminadas, liberdade sexual, células comunistas e ricos judeus americanos.

Narra a história do jovem escritor Aaron, filho de um distinto rabino hassídico, que tem cinco mulheres ao seu redor, cada uma com um papel em sua vida. Mas somente a uma delas coube a maior das distinções, a de ser seu grande amor: Shosha, uma garota tímida, insegura, que ainda vive na rua Krochmalna, misteriosamente com as mesmas feições da infância, e que o esperou por todos esses anos. Aaron se entrega a esse amor e também a um destino incerto na Polônia ameaçada pelos nazistas.

Bashevis Singer foi laureado em 1978 com o prêmio Nobel de Literatura – por sua arte narrativa passional, que, com as raízes de tradição cultural judaico-polonesa, dá vida à condição humana universal.

Escreveu sua obra em iídiche, dialeto judaico-polonês, embora vivendo como refugado de Hitler nos Estados Unidos. É um mestre do conto, junto com os grandes contistas universais.

Sua maior obra, entretanto, é Família Moskat, comparada a Tósltoi, Dostoiévski, Thomas Hardy. . Bashevis Singer morreu em 1991, em Miami.

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