História

desde 1969 trabalhando pelas artes e cultura joinvilense

HISTÓRIA Desde 1969

A Academia Joinvilense de Letras foi fundada em 15 de novembro de 1969 e teve como primeiro presidente – e grande incentivador – o escritor e historiador Adolfo Bernardo Schneider.

            A semente da academia, porém, foi lançada anos antes, no início da década de 1960, quando um grupo formado pelo escritor, orador e teatrólogo José de Diniz; o advogado e político Eugênio Doin Vieira, o escritor e professor Augusto Sylvio Prodöhl e Adolfo Bernardo Schneider se reuniram e criaram, em janeiro de 1961, o “Instituto Joinvillense de Cultura”. Nessa época, o presidente era José de Diniz e o vice-presidente, Adolfo Bernardo Schneider.

            O Instituto Joinvillense de Cultura, porém, não foi para frente. Os estatutos já estavam sendo elaborados, quando o presidente José de Diniz faleceu repentinamente, em 24 março de 1961. Depois, dois integrantes se afastaram de Joinville: Eugênio Doin Vieira foi eleito deputado federal, e mudou-se para Brasília; e Augusto Sylvio Prodöhl começou a lecionar Sociologia na Universidade Federal de Santa Catarina, e foi morar em Florianópolis. Sozinho,  Schneider não conseguiu levar adiante a iniciativa.

            A ideia de reunir pessoas ligadas às Letras com o objetivo de estimular a produção literária e intelectual local foi retomada em 1969. Na época, o então prefeito de Joinville Nilson Wilson Bender formou uma comissão presidida por Adolfo Bernardo Schneider – e a partir do trabalho desse grupo foi fundada oficialmente, em 15 de novembro de 1969, a Academia Joinvilense de Letras, tendo como sede provisória a Biblioteca Pública Municipal Prefeito Rolf Colin.

            A AJL é a segunda mais antiga academia de Letras de Santa Catarina – antes dela só havia a Academia Catarinense de Letras (ACL), fundada em 1920 e que ganhou expressividade na década de 1960.

            A solenidade de inauguração da AJL, realizada nos salões da Sociedade Harmonia-Lyra em 1969, contou com a presença de personalidades renomadas no meio intelectual brasileiro, como o  escritor Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, que representou a Academia Brasileira de Letras.

            Os Estatutos originais previam que a AJL possuiria um número máximo de 50 membros. Em um primeiro momento, entretanto, apenas 39 personalidades assumiram como “fundadores” – 14 inicialmente e outros 25 nos primeiros anos da década de 1970. Em 2013 mais um membro ingressou na academia. E os estatutos foram alterados para que a instituição se mantivesse com 40 membros.

                      A partir do final da década de 1970, porém, a AJL foi, aos poucos , reduzindo as atividades. Com o falecimento do presidente Adolfo Bernardo Schneider, em 2001, ela ficou totalmente inativa – embora oficialmente ainda existisse.

            A retomada ocorreu em 2013, quando o advogado e pesquisador Paulo Roberto da Silva começou a resgatar a história da AJL e a mobilizar os acadêmicos ainda vivos e a comunidade para reativá-la.

            A primeira reunião dessa nova fase ocorreu em 14 de outubro de 2013 e nela os membros-fundadores remanescentes elegeram o escritor e advogado Carlos Adauto Vieira como presidente para o triênio 2013/2016.

            A partir daí, houve um esforço para recompor os quadros da academia (já que muitos dos fundadores já haviam falecido) e consolidar a AJL no cenário cultural de Joinville como uma instituição que estimula a produção literária e intelectual na cidade.

Pesquisa: Paulo Roberto da Silva, secretário-geral da AJL

Redação: Maria Cristina Dias

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