JOÃO BATISTA CRESPO

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JOÃO BATISTA CRESPO (*1887 +1966), poeta e jornalista nascido em Desterro (depois Florianópolis) e falecido em Belo Horizonte-MG. Foi co-fundador da Academia Catarinense de Letras, em 1920, ocupando a cadeira nº 27, mas a partir de 1922 transferiu-se para Jaraguá do Sul, então Distrito de Joinville, onde permaneceu até 1945. A partir de 1950 vem se fixar em Joinville, onde colaborou na Revista Vida Nova, escrevendo muitos poemas lírico-épicos sobre a colonização da “Cidade dos Príncipes”. A poesia de Crespo vem claramente marcada pelo signo formal do parnasianismo, da preocupação com a forma elaborada, com a métrica e a rima, com a linguagem culta. Revela uma preferência bastante acentuada pelo verso longo, sobretudo o alexandrino e prestigia claramente a forma fixa do soneto. Entretanto, também cultivou, especificamente na série de “Poemas de Joinville”, o verso livre, independente de estrofação fixa.
Embora poeta muito fecundo, com dezenas e centenas de poemas esparsos em jornais e revista, nunca chegou a reunir seus versos em livro. Dotado de imaginação sadia e fértil, versejava com muita espontaneidade. Seus versos ora cantam os aliciamentos do amor, ora são essencialmente descritivos, embriagando-se da paisagem admirada, ora enveredam por reflexões filosóficas. Um dos ciclos em que se divide sua produção poética manifesta-se por volta do centenário da fundação de Joinville (1951), com um apreciável número de poemas (mais longos e livres) publicados na revista Vida Nova, da mesma cidade. Esses poemas revestem-se não raro de uma tonalidade épica, reconhecendo o espírito empreendedor, decidido e persistente do colonizador germânico, e destacando que Joinville cresceu e se desenvolveu com o esforço, a luta e o trabalho dos seus colonizadores, no seu labutar cotidiano. Geralmente são poemas de verso livre, que superam o rigorismo formalista e o preciosismo vocabular anteriormente adotados. Crespo escreveu também peças teatrais. A poesia de João Batista Crespo, pela sua qualidade e quantidade, está à espera de uma revisão crítica mais aprofundada. Seus poemas dispersos em revistas e jornais antigos estão longe do acesso de leitura, pelo que o poeta continua injustamente desconhecido, não recebendo a devida valorização. (Fonte: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php…).
Foi escolhido como Patrono da cadeira ocupada pelo Acadêmico-Fundador Antônio Laércio Brunato, atualmente pertencente a seu 1º Sucessor, o Acadêmico Onévio Antonio Zabot.

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