JOSETTE MARIA SCHWOELK FONTÁN

JOSETTE MARIA SCHWOELK FONTÁN

Cadeira 14

JOSETTE MARIA SCHWOELK FONTÁN (*1927 +1975)

“A poetisa que parou diante da vida”

“Dentre os membros-fundadores da Academia Joinvilense de Letras, destaca-se a figura ímpar de uma poetisa nascida em nossa cidade e que, em 1969, uniu-se ao grupo de 14 pioneiros do nosso Sodalício.

Com apenas 11 anos de idade escreveu sua primeira poesia e, em 1957, publicou “Dança das Musas”, seu livro de estreia, com o qual afirmou-se como poetisa festejada. São de sua autoria também as obras “Caramujos de Vidro” e “Teogonia da Rosa”.

Colaboradora constante de importantes jornais e revistas nacionais e estrangeiros, teve trabalhos seus vertidos para outros idiomas, sendo diversas vezes laureada. Pertenceu a mais de duas dezenas de agremiações culturais e científicas no país e no exterior.

Adolfo Bernardo Schneider, primeiro presidente da Academia Joinvilense, comparou seus versos aos de Tagore. Vasco Taborda, que presidiu a Academia de Letras José de Alencar, de Curitiba, reconheceu que “há lirismo suave e há simbolismo profundo em suas poesias”.

Em 1975, com apenas 48 anos de idade, faleceu precocemente esta que, em entrevista ao jornal “O Estado”, em 1958, foi considerada “a poetisa que parou diante da vida”.

(Pesquisa e redação por: Paulo R. da Silva, secretário-geral da AJL

Fonte das imagens: Acervo Pessoal de Thaís Fontán / Curitiba-PR)

Em setembro de 2015 foi empossado o acadêmico Milton Maciel, que escolheu ocupar exatamente a cadeira deixada vaga por Josette Fontán “por ter sido mulher e poeta”, como justificou. E que, em homenagem a ela, musicou o poema que HEKADEMEIA publica hoje – “O testamento da lua”.

Fonte da imagem: Acervo Pessoal de Thais Fontan/Curitiba-PR

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