MOACYR GOMES DE OLIVEIRA

MOACYR GOMES DE OLIVEIRA

MOACYR GOMES DE OLIVEIRA (*1902 +1981)

Patrono: Crispim Mira.

Filho do ilustre coronel da Guarda Nacional, Procópio Gomes de Oliveira, o menino Moacyr cresceu vendo seu pai embrenhar-se pela política de sua terra e em atividades empresariais. Prefeito de Joinville a partir de 1903, ano do primeiro aniversário de nascimento de Moacyr, o coronel Procópio voltou a ocupar o cargo máximo da Municipalidade em um segundo mandato, em 1911. Mais adiante, tornou-se, ainda, deputado estadual por duas legislaturas: de 1913 a 1915 e de 1916 a 1918. Nesse período, em 1913, inaugurou sua elegante mansão, a “Villa Maria”, na avenida que hoje leva seu nome.

Eis o ambiente em que, a 16 de outubro de 1902, em Joinville, veio à luz Moacyr Gomes de Oliveira, que em homenagem ao pai por vezes adotou, nas letras, o nome de “Moacyr Procópio Gomes de Oliveira”.

Desde cedo a literatura fez-se presente na vida desse joinvilense que, quis o destino, tornou-se farmacêutico, numa família em que, sendo o caçula de vários irmãos, viu-se cercado por uma plêiade de intelectuais, com um irmão engenheiro, outro médico e um cunhado jurista e senador da República, mas todos também escritores e jornalistas.

Em 1926, seu nome aparece vinculado ao lançamento do mensário ilustrado “Cock-tail”, publicação com finalidade artística, literária e social, que passou a dirigir juntamente com Hostílio Ratton e Arnaldo Douat. Em 1933, enveredou pelo jornalismo, passando à direção do “Correio-Jornal” juntamente com seu cunhado Carlos Gomes de Oliveira, jornal que sucedeu ao “Correio de Joinville”. Aliás, sua constante colaboração com artigos nos periódicos locais fez com que seu nome fosse considerado no rol dos mais freqüentes colaboradores da imprensa joinvilense.

Amante das letras, sua biblioteca era composta por bons livros e aprendeu até mesmo o método de leitura dinâmica. Trabalhou, ainda, na revisão da obra “Casa Feliz”, que trata da colonização açoriana em Santa Catarina, de autoria de seu irmão, o também Acadêmico João Acácio Gomes de Oliveira.

A 15 de novembro de 1969 seu nome figurou como um dos 14 fundadores originais da Academia Joinvilense de Letras, tomando posse na Sessão Solene realizada no Salão Nobre da Harmonia-Lyra.

Esse homem generoso e de hábitos simples, um verdadeiro “fidalgo das letras”, veio a falecer na sua Joinville natal a 19 de novembro de 1981, na “Villa Maria” construída por seu pai. Em sua homenagem, uma rua no Bairro Costa e Silva, em Joinville, recebeu seu nome.

Desde o dia 13 de junho de 2016 a Academia publicou Edital conferindo prazo de 60 dias aos interessados em suceder ao Acadêmico Moacyr Gomes de Oliveira, na condição de novo membro-efetivo da AJL, sendo eleito o nome da escritora e jornalista Maria Cristina Dias.

 
(pesquisa e redação por: Paulo Roberto da Silva, secretário-geral da AJL, a 24/06/2016, revisado a 09/02/2019).

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