WALDEMAR LUZ

WALDEMAR LUZ

Cadeira 21

WALDEMAR LUZ: o Jornalista da História!

Poucas pessoas tiveram um envolvimento tão próximo com as mais diferentes facetas das letras do que Waldemar Luz. Jornalista, escritor, editor e pesquisador histórico, Waldemar Luz nasceu a 12 de julho de 1900, em Palhoça-SC, mas deixou as marcas de sua passagem por diferentes cidades do Estado e além dele. Considerado um dos jornalistas mais influentes de Santa Catarina, seu nome granjeou o respeito de políticos e intelectuais de seu tempo.

Em Florianópolis, por exemplo, foi homenageado com uma via pública em Canasvieiras: a “Rua Jornalista Waldemar Luz”.

Na área da política, consta ter sido nomeado Prefeito Municipal de Palhoça em 1945, exercendo interinamente seu mandato até 1946. E, de sua ligação com a cidade em que nasceu e que ajudou a governar, anos depois veio à luz uma obra de caráter histórico: “Muitos Contam sua Terra – Um Histórico sobre o Município de Palhoça”, livro publicado em 1981 e que se tornou uma referência aos pesquisadores da região.

Em Corupá sua presença está relacionada ao “Jornal da Hansa”, fundado em 1928 pelo tipógrafo brusquense José Maffezzolli mas adquirido, posteriormente, por Waldemar Luz que, mais tarde, vendeu-o àquele que seria o primeiro prefeito eleito da cidade: Willy Germano Gessner.

Já em Joinville, onde residiu e atuou profissionalmente por décadas, vemos Waldemar Luz se lançando à carreira de editor, através da publicação da Revista Mensal Ilustrada “Vida Nova” que, até hoje, é uma fonte de pesquisa aos que se dedicam ao resgate da nossa história, seja pela qualidade editorial, seja pelo inegável valor de seus textos. A publicação desta revista se deu de forma ininterrupta entre setembro de 1948 e setembro de 1951, recordando-se particularmente a cobertura excepcional que deu aos festejos do Centenário de Joinville, em março de 1951. Também em Joinville atuou durante longos anos como jornalista e escritor, colaborando no jornal “A Notícia” e sendo de sua autoria a obra “Quem Foi Que Cooperou para o Progresso de Joinville nos Velhos Tempos”, publicada em 1983.

De seu casamento com Olga Vian foi pai de uma única filha, Maria Teresa. Desse período, surge mais uma marca literária na vida de Waldemar Luz que, juntamente com seu genro Edevaldo Cyro Thiesen, teve um papel decisivo no resgate da memória da cidade de Ituporanga-SC, terra natal de seu genro, através do livro “Cinquentenário da Colonização de Ituporanga”, de 1962, de que foram co-autores, considerada a principal obra histórica da cidade e objeto de consulta por tantos quantos se interessam pelo passado do lugar. Posteriormente, vemos o nome de Waldemar Luz vinculado, também, à obra intitulada “Publicação Comemorativa de Natal: Ituporanga, Santa Catarina”, de 1974, organizada por Nelson Sens.

Em 1969, quando das reuniões preparatórias visando a fundação da Academia Joinvilense de Letras, Waldemar Luz publicou artigo no Jornal de Joinville, órgão dos Diários Associados (de Assis Chateaubriand) recordando a necessidade de que a nascente entidade literária não descuidasse de perpetuar a memória do jornalista, escritor, teatrólogo e orador José de Diniz, o que motivou uma correspondência de Adolfo Bernardo Schneider (então presidente da Comissão Organizadora da Academia) convidando-o a participar da primeira daquelas reuniões (o que ele fez) e lhe assegurando que o nome de José de Diniz não seria esquecido, estando inclusive relacionado dentre os 40 Patronos do futuro Sodalício.

Embora Waldemar Luz não constasse da relação de 14 fundadores originais da Academia, em 1969, aceitou dela tomar parte, ingressando a 07 de dezembro de 1972, quando foram empossados outros 25 membros igualmente considerados fundadores, em memorável cerimônia conjunta das Academias Catarinense e Joinvilense de Letras realizada na Sociedade Harmonia-Lyra, vindo a falecer na década seguinte em Florianópolis.

(pesquisa e redação por: Paulo Roberto da Silva, secretário-geral da AJL).

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