WALDYR RIBEIRO

WALDYR RIBEIRO

Cadeira 2

WALDYR RIBEIRO (*1928 +1989)

Patrono: Alire Borges Carneiro.

Nascido na capital catarinense a 17 de agosto de 1928, foi em Joinville que Waldyr Ribeiro construiu sua vida pessoal e profissional, aqui casando e tendo seus filhos.

Jornalista, editor, cronista esportivo e desenhista técnico, inicialmente desenhava peças para a indústria metal-mecânica de Joinville e, a partir de 1957, deve-se a ele a fundação da primeira agência publicitária de Santa Catarina: a “Walro Publicidade”, cujo nome trazia as iniciais do seu fundador. O surgimento da Walro marcou o início da maturidade da propaganda em nosso Estado, atuando até 1977, quando foi vendida para a Agência Propague, de Florianópolis.

Através da Walro, Waldyr Ribeiro passou a criar e produzir mostruários e material de ponto de venda para seus clientes, além de realizar a decoração de vitrines para lojas do comércio varejista em Jaraguá do Sul e Joinville, uma forma até então desconhecida ou pouco utilizada de atrair a atenção da clientela para a loja em si e seus produtos. Posteriormente, passou também a editar uma revista-mostruário com atualização mensal.

Verdadeiro artista, deve-se a Waldyr Ribeiro a fachada da antiga sede da Rádio Difusora de Joinville, feita em mosaico nos anos 50, com concepção modernista e contendo símbolos da música, do teatro e com os louros dos poetas. O prédio histórico, então situado na Rua Pedro Lobo, foi totalmente demolido para dar lugar ao Shopping Mueller.

Também de sua autoria é o painel artístico de surpreendente beleza, igualmente feito em mosaico e que ainda hoje orna a fachada do Auditório da Escola Técnica Tupy, em Joinville, simbolizando o trabalho e o estudo. Esta obra de Waldyr, traçada em linhas modernas e insinuantes por volta de 1960, alcançou as mais elogiosas referências. Por essa época atuava ele, através da Walro, como responsável pelo Departamento de Publicidade da Tupy.

Atuando na crônica esportiva, foi eleito, a 01º de setembro de 1958, presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de Joinville (ACEJ), para um mandato que se estenderia até setembro de 1959, período em que obteve o reconhecimento da entidade, por força de lei, como de utilidade pública estadual. A ACEJ, fundada em 1949, acabou originando a Associação Joinvilense de Imprensa, Rádio e Televisão (AJIR), ainda hoje existente.

Em 1969, vemos seu nome no rol de convidados que tomou parte nas duas reuniões preparatórias visando a constituição da futura Academia Joinvilense de Letras. No entanto, quando da fundação e instalação da Academia, seu nome não constou dentre os 14 fundadores iniciais.

Passados três anos, contudo, a 07 de dezembro de 1972, passou a integrar o seleto grupo de imortais joinvilenses, em cerimônia que contou com a presença de integrantes da Academia Catarinente de Letras e com pronunciamento do saudoso Acadêmico Carlos Gomes de Oliveira, o qual batizou o evento como “O Encontro das Academias”.

A 16 de março de 1989, aos 60 anos, este nome das artes e das letras faleceu, precocemente, em Joinville, a cidade que adotou como sua.

(pesquisa e redação por: Paulo Roberto da Silva, secretário-geral da AJL, a 26/10/2017).

Fonte da imagem: Jornal “A Notícia”, de Joinville, edição de abril/1961.

COMPARTILHE: