Aves do bem querer (Zabot)

AVES DO BEM QUERER

 

E não é que lá estavam…

Erguiam as asas.

Abriam o bico,

e felizes cantavam.

 

Casal de João de barros,

marronzinhos cor de terra.

Ao longe, a serra,

verdejares e embalos.

 

Não me viram,

porém os vi saltitantes.

Dançavam naquela hora

e logo partiram.

 

Construíam ninho…

Casinha bangalô.

E com que capricho…

Porta aberta para o amor.

 

Ah, um mistério nessas aves.

Deus explica.

Mais de muito mais, ora;

frágeis aeronaves.

 

Aprendi a admirá-las,

mamãe também.

Acaso seriam aves

ou vieram do além.

 

Ora, ora saber…

Leituras da natureza,

gorjear ao doce canto.

Aves do bem querer.

 

Joinville, 4 de fevereiro, 2026

 

Onévio Zabot

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