Ac. Simone Gehrke leu Ressuscitar Mamutes, de Silvana Tavano
Ac. Simone Gehrke leu Ressuscitar Mamutes, de Silvana Tavano
“Ressuscitar Mamutes”, o instigante romance de Silvana Tavano – vencedor do Prêmio Oceanos 2025, é uma obra que causa estranhamento, mas é daquelas leituras que permanecem conosco mesmo depois que o livro já encontrou seu lugar na estante.
No cerne do enredo, está a perda de uma mãe que merecia uma existência mais feliz.
Para realizar seu desejo, a autora foi buscar referências sobre a relatividade do tempo, bebendo de fontes como a ciência, a filosofia e a poesia.
Santo Agostinho fala da existência de três tempos na alma: o presente do passado (a memória), o presente do presente (a contemplação), e o presente do futuro (a expectativa).
Se é possível trazer de volta mamutes que desapareceram há dez mil anos, para salvar a humanidade das mudanças climáticas – proposta de um cientista russo em 2021 – seria viável descongelar o tempo, ressuscitar o passado e inventar futuros. Com novas perspectivas – e expectativas – para a trajetória da mãe e da própria escritora.
É provável que a formação de Silvana Tavano como jornalista tenha influenciado a estrutura da obra. Autora de mais de 30 livros para crianças e jovens, publicados no Brasil e no exterior – e vencedora de um Prêmio Jabuti em 2021 – Suzana estreou no Romance em 2022.
Antes de vencer o Prêmio Oceanos em 2025, “Ressuscitar Mamutes” foi finalista do prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Jabuti. Editado pela Autêntica Contemporânea, o livro está na 4a. reimpressão.
Para quem gosta de conhecer diferentes propostas para o romance contemporâneo, vale a leitura.
