Breves harpejantes (Onévio Zabot)

BREVES HARPEJARES

Onévio Zabot

 

Reserva-se ao trigo
as miragens amigas.

Fulgurantes cavalos verdes
empilham nuvens.

Largo fôlego,
esguias aves, reticentes poemas.

Ouve-se o toque refinado de harpa.
Luís Bordón… será ele Luís Bordón?!

Suaves acordes
se reservam à brisa nascente.

Dedilhar às sonoridades.
Desprender-se refúgio.

Breves harpejares,
claves verdes da esperança.

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