Ac. Walter Guerreiro lança o livro Èkatóv – Observações sobre a Arte

 

O acadêmico Walter Guerreiro publicou recentemente a notícia do lançamento do seu livro ÈKATÓV, que leva o selo da Amazon, no formato e-book e que tem prefácio de José Roberto Teixeira Leite e posfácio de Tadeu Chiarelli, duas grandes personalidades da crítica de arte. São 768 páginas com 100 textos e 130 ilustrações sobre a Arte, e de como o autor a vê. Disponível na plataforma Amazon.

Na sequência, a apresentação da obra, pelo próprio autor:

 

Et pour cause
Èkatóv ( do grego arcaico: cem) nos remete à Ilíada de Homero quando o rei Agamenon diz que cem homens seriam suficientes para conquistar Troia.
O livro é uma seleção de textos escritos através dos anos e selecionados dentro de uma visão particular do mundo da arte, e, sendo historiador, se tornou inevitável um viés de formação, a busca da origem dos fatos e das obras, o que conduziu alguém a fazer parte do registro artístico mundial – são signos e como tais nenhum tem identidade definida, representam algo para mim como interpretante, e o fiz lançando mão de instrumentos, a Estética em primeiro lugar, a Semiótica, Psicologia e Psicanálise, além da Filosofia. A cada texto corresponde uma (ou mais de uma quando necessário) imagem, em essência é um livro que estimula a pensar, nada é conclusivo na crítica de arte e esse é seu objetivo: a arte de pensar.

(Walter de Queiroz Guerreiro)

 

A apresentação do autor, no prefácio de Èkatóv, por José Roberto Teixeira Leite:

 

O approach erudito (mas sem afetação) de Walter de Queiroz Guerreiro ante as artes visuais, concretizado num sem-número de publicações e em sua múltipla condição de historiador e crítico de arte, professor, pesquisador, museólogo, conferencista, curador e gestor cultural, tem a meu ver explicação na circunstância, ao que parece singular em nossos meios culturais, de ter ele obtido seu mestrado em História da Arte no exigentíssimo e mundialmente famoso Courtauld Art Institute da Universidade de Londres, após a graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Ao longo de sua carreira, que já se estende por décadas, ele vem aprimorando mais e mais olhar e gosto, no convívio com obras de arte de todas as origens, épocas, técnicas e estilos. Professor, sua vocação docente leva-o a repartir com generosidade seus amplos conhecimentos, e se reflete inclusive – só para ficar neste exemplo marcante – nas frequentes postagens na Internet com que nos tem brindado, nas sedutoras imagens de grandes obras de arte, acompanhadas de curtas mas elucidativas legendas, que põem ao nosso alcance um autêntico museu virtual do que de melhor se tem produzido em arquitetura, escultura, pintura ou artes decorativas.
É também significativo que tanto lhe suscitem interesse velhos artistas, como o escultor Fritz Alt e o pintor e cenógrafo Hugo Calgan, por ele resgatados do esquecimento, quanto alguém como, por exemplo, Luiz Henrique Schwanke, vulto proeminente da arte catarinense e brasileira de fins do Séc. XX – o que demonstra que Walter desconhece preconceitos, decerto por não ignorar, com Picasso, que as obras do espírito não têm passado, pois estão e estarão sempre presentes para os que saibam amá-las e lhes entender o sentido. Claro, ele não analisa as manifestações artísticas de outras épocas com olhos saudosos, pois é alguém de seu tempo, a par com os mais recentes desdobramentos da arte ocidental e as mais avançadas teorias estéticas, se bem que seus escritos revelem um leitor insaciável, movido por uma curiosidade que vai muito além das artes visuais.
Agora, Walter Guerreiro decidiu enfeixar em livro uma seleção de seus ensaios, o que servirá para revelar aos leitores um crítico preparado e sensível, que além do mais escreve bem e com clareza.
É com prazer que este velho escriba das artes lhe dedica estas poucas, mas sinceras palavras.

(José Roberto Teixeira Leite, no prefácio de Ékatóv)

 

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