BARRO
Elizabeth Fontes
E o que era barro, nas mãos do oleiro,
virou peixe, virou pote, virou casa.
Virou o avesso, a alma, o coração e os sentidos.
O que era barro virou vida, virou tempos e virou nada.
Porque ele mesmo, para sempre, é assim:
Barro é o começo.
Barro é o fim…