Seu Armindo (Zabot)
Seu Armindo
Papai foi assim:
um carregador de arados
por campos lavrados,
mundo sem fim.
Desde pequeno,
ainda nem menino feito,
a vida levada a eito
era-lhe um leve aceno.
Entre tropeadas e tanto
por estradas perdidas,
levou a vida,
mas sem espanto.
Dobrou sertões
rompendo madrugadas,
tropeando por canhadas
a procura de ilusões.
E cavalgando se foi;
entre rios e estradas,
areia, pó e nada,
como um velho boi.
Assim foi papai,
e seu burro barbosa,
todo marrom e prosa,
como a vida que vai.
Homenagem singela
e seu filho, Onévio
